(via @anônimo)
Saindo da aula de francês na Unicamp, tendo perdido meu celular e não tendo relógio:
Eu: Que horas tem?
Minha colega (com ar de brincalhona): Deixa eu ver que horas que eu tenho…
Achei engraçado o jeito com que ela falou isso e ri, mas não achei a resposta em si nada estranha.
Outra colega, passando: Olha a sociolinguística aí.
A princípio, eu não entendi onde estava a sociolinguística, mas então me dei conta:
Eu: Ah só agora que eu entendi! [o porquê de ela ter falado de modo brincalhão] Como assim??? Vocês não falam “Que horas tem” aqui? [em Campinas]
Outra colega: Não, “que horas são”.
Eu: Sério? Nossa, que absurdo! [falei, brincando]
No final das contas, ela me falou a hora que tinha, mas minha atenção se voltou para a diferença sociolinguística e eu não cheguei a prestar atenção na resposta que ela deu à minha pergunta inicial. Fiquei sem saber as horas.
De qualquer forma, o verbo “ter” em “Que horas tem?” é impessoal, tá gente? Isto é, eu não estava perguntando que horas minha colega tinha.
Mindwalk / O Ponto De Mutação (legendado PT) - Full version (par strovolos69)


